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Acompanhe os artigos do Blog Grandha sobre beleza, saúde, dicas de penteados, cortes, utilização dos nossos produtos e muito mais. O Blog Grandha conta com especialistas em todas as áreas da tricologia, o estudo do cabelo. O autor e editor do Blog Grandha é o gerente de comunicações da marca, Diego Martins. O consultor técnico é o diretor técnico do Grupo Mart'bel, do qual faz parte a Grandha, para o Brasil e a Europa, Celso Martins Junior, também consultor do programa Bem Estar da Rede Globo, vice-presidente da ABT - Academia Brasileira de Tricologia e professor do curso de pós-graduação em tricologia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, SP.

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Como conhecemos os benefícios de óleos essenciais

Como Conhecemos os Benefícios de Óleos Essenciais Específicos?

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Dos Benefícios de Óleos Essenciais

Nos dias de hoje, sabemos dos benefícios de óleos essenciais e estamos acostumados com a ideia relativamente recente de que drogas ou componentes específicos podem ser extraídos de plantas ou outras fontes naturais para os mais diversos usos contra doenças ou condições do organismo. Após diversos testes comprobatórios em laboratório, por exemplo, sabemos que o óleo essencial de funcho doce é indicado para a redução de apetite e auxílio à digestão.

A questão mais intrigante aqui é: geralmente, propriedades como essa não são descobertas ao acaso num determinado óleo; o profissional já vai ao laboratório com a intenção de comprovar uma determinada aplicação que o óleo aparentemente possui. Ora, mas de onde vem essa informação prévia? Quem poderia saber, antes de qualquer teste científico, que o óleo de funcho doce pode auxiliar a digestão?

Conhecimentos Antigos dos Benefícios de Óleos Essenciais

A resposta para este enigma é bastante simples: os pesquisadores geralmente buscam informações com curandeiros ou pessoas que recebem, geração após geração, conhecimentos populares de uso medicinal de plantas. Em muitíssimo casos, pesquisas com óleos essenciais e muitos remédios sintéticos começam assim: “dizem que tal planta é usada em tal lugar, para tratar tal condição”. Assim, estabelece-se um ponto de partida.

Papiro Ebers

Escrito por volta de 1550 a.C., o Papiro Ebers contém diversas receitas de uso de plantas e alimentos para fins medicinais.

Às vezes, a informação é antiga e misteriosa, como o Papiro Ebers. Datado de 1550 a.C., o Papiro Ebers é um tratado egípcio encontrado junto a uma múmia no século 19. Dentre diversas fórmulas mágicas, há também uma descrição consideravelmente precisa do sistema circulatório e diversas composições de remédios populares para diversos tipos de enfermidades conhecidas naquela época. Um material de enorme valor. No Papiro Ebers, há menções sobre formas de se livrar de vermes intestinais, acalmar as pessoas, melhorar o apetite, etc. Os médicos da época não tinham uma compreensão bioquímica em nível molecular do que faziam, mas conheciam os efeitos positivos do uso de ervas e outros componentes naturais apenas observando seus pacientes. Afinal, plantas e alimentos eram as únicas ferramentas que possuíam.

Equilíbrio Entre Conhecimentos Científico e Popular

Hoje, existem muitos livros que detalham quais componentes ativos existem em cada óleo. É claro que essas informações se originam e confirmam em laboratórios, com todo o rigor científico necessário. No entanto, o papel do conhecimento popular é fundamental, especialmente no bom desenvolvimento e aplicação de óleos essenciais. O conhecimento popular fornece informações consistentes do que parece funcionar ou não ao longo dos séculos. Muitas vezes, já com essa informação em mãos, a função do conhecimento científico é compreender como se dá o funcionamento de tal prática.

Óleo essencial de tomilho é usado no combate a parasitas intestinais no Japão há séculos.

Óleo essencial de tomilho é usado no combate a parasitas intestinais no Japão há séculos.

A propósito, o fascinante é que muitas das informações do Papiro Ebers e outras informações médicas de outras partes do mundo estão sendo comprovadas por testes médicos hoje. O óleo essencial de tomilho, por exemplo, foi testado para avaliar seus efeitos em parasitas intestinais contraídos no Japão, uma nação que come grandes quantidades de peixe cru e, portanto, está sempre muito suscetível a este problema. Com a aplicação do óleo de tomilho, todos os parasitas na placa de Petri foram destruídos. Nem um único parasita continuou presente depois que o óleo foi deixado por apenas algumas horas. Como os antigos japoneses já detinham este conhecimento séculos atrás? Eles observaram. E agora nós testamos suas observações para compreender as reais funcionalidades e mecanismos de cada óleo essencial.


Referências:
[1] KOWALCZYK, Adam. Thymol and Thyme Essential Oil – New Insights into Selected Therapeutic Applications. 2020.
[2] YOUSSEFI, Mohammad Reza. In Vitro and In Vivo Effectiveness of Carvacrol, Thymol and Linalool against Leishmania infantum. 2019.


Óleo essencial de cominho.

Grandha Lança Óleo Essencial de Cominho: Potencial Contra Diabetes

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Óleo Essencial de Cominho

O Óleo Essencial de Cominho (Cuminum cyminum) pode ser obtido da destilação a vapor ou por métodos de prensagem à frio, onde o aproveitamento do processo, costuma ser um pouco menor.

O cominho considerado padrão – comum (rico em aldeídos e terpenos) se difere do óleo essencial de cominho negro, rico em timoquinona (outro componente terapêutico com ampla atividade antifúngica e antioxidante). A planta é originária do sudoeste da Ásia e da região leste do Mediterrâneo, com 90% da produção mundial na Índia.

Sua composição é rica em cuminaldeído, também mencionado como aldeído cumínico nos cromatogramas (ou carta cromatográfica), um princípio ativo que possui potencial anti-inflamatório e efeito inibitório da enzima aldose-reductase, que converte o açúcar em álcool dentro dos tecidos, sendo um dos princípios responsáveis por danos à pele (feridas, cegueiras, lesões em nervos) em diabéticos.

Óleo essencial de cominho.

Uma das principais aplicações do óleo essencial de cominho está relacionada aos cuidados e gerenciamento terapêutico da diabetes.

Aplicações do Óleo de Cominho: Amplo Potencial

Uma das principais aplicações deste poderoso óleo essencial está relacionada aos cuidados e gerenciamento terapêutico da diabetes. Massagens abdominais associadas à inalação podem contribuir para o bom funcionamento do sistema digestivo, reduzindo gases, melhorando a constipação e combatendo a prisão de ventre.

Na área cosmética, o cuminaldeíddo presente no óleo essencial do cominho, a aproximadamente 0,25%, possui capacidade inibitória de 30% da produção de melanina em, destacando-se assim, como um potencial clareador da pele e como excelente opção para o tratamento de melasma. Aplica-se ainda este óleo essencial em procedimentos e protocolos de combate de micoses e candidíase, aonde também foram encontrados, amplo potencial antimicrobiano.

Em aplicações capilares, pode e deve ser associado aos óleos essências florais para o combate de dermatites, eczemas e outras irritações que possam causar o prurido (coceira). Seu uso combinado na concentração de 0,5% já é conhecido no manejo da alopecia androgenética e eflúvio telógeno por favorecer o crescimento de novos fios e o aumento da espessura e da densidade do fio, via combate de processos inflamatórios e micro-inflamatórios no folículo.


Referências:
[1] Bordoni, L., Fedeli, D., Nasuti, C., Maggi, F., Papa, F., Wabitsch, M., Gabbianelli, R. (2019). Antioxidant and Anti-Inflammatory Properties of Nigella sativa Oil in Human Pre-Adipocytes. Antioxidants, 8(2), 51. doi: 10.3390/antiox8020051
[2] Mukhtar, H., Qureshi, A. S., Anwar, F., Mumtaz, M. W., & Marcu, M. (2019). Nigella sativa L. seed and seed oil: potential sources of high-value components for development of functional foods and nutraceuticals/pharmaceuticals. Journal of Essential Oil Research, 1–13. doi: 10.1080/10412905.2018.1562388
[3] Asgary S., Sahebkar A., Goli Malekabadi N. (2015). Ameliorative effects of Nigella sativa on dyslipidemia – J Endocrinol Invest DOI 10.1007/s40618-015-0337-0 Saleem et al. (2016). How Nigella sativa Seeds Treat Diabetes and Ameliorates Diabetes Complications and Safety Studies: An Over View. British Journal of Pharmaceutical Research 14(3): 1-8, 2016; ISSN: 2231-2919, NLM ID: 101631759
[4] Amirhossein Sahebkar, Davide Soranna, Xiaoqiu Liu, Costas Thomopoulos, Luis E. Simental-Mendia, Giuseppe Derosa, Pamela Maffioli, and Gianfranco Parati (2016). Asystematic review and meta-analysis of randomized controlled trials investigating the effects of supplementation with Nigella sativa (blackseed) on blood pressure – Journal of Hypertension Volume 34, Number 11.
[5] Nazli Namazi, Bagher Larijani, Mohammad Hossein Ayati and Mohammad Abdollahi, (2018) The effects of Nigella sativa L. on obesity: A systematic review and meta-analysis, Journal of Ethnopharmacology, https://doi.org/10.1016/j.jep.2018.03.001
[6] Oskouei Z, Akaberi M, Hosseinzadeh H. A glance at black cumin (Nigella sativa) and its active constituent, thymoquinone, in ischemia: a review. Iran J Basic Med Sci 2018; 21:1200-1209. doi: 10.22038/ijbms.2018.31703.7630
[7] Garza LA, et al. Prostaglandin D2 inhibits hair growth and is elevated in bald scalp of men with androgenetic alopecia. Sci Transl Med. 2012 Mar 21;4(126):126ra34.
[8] Michalsen A, et al. A case series of the effects of a novel composition of a traditional natural
preparation for the treatment of psoriasis. J Tradit Complement Med. 2015 Sep 19;6(4):395-398.
eCollection 2016.
[9] Okasha EF, et al. Effect of Topical Application of Black Seed Oil on Imiquimod-Induced Psoriasis-like Lesions in the Thin Skin of Adult Male Albino Rats. Anat Rec (Hoboken). 2018 Jan;301(1):166-174.
[10] Rebora A. Telogen effluvium: an etiopathogenetic theory. Int J Dermatol. 1993 May;32(5):339-40.
[11] Rossi A, et al. Evaluation of a Therapeutic Alternative for Telogen Effluvium: A Pilot Study. Journal of Cosmetics, Dermatological Sciences and Applications, Vol. 3 No. 3A, 2013, pp. 9-16.
[12] Rossi A, et al. Multi-therapies in androgenetic alopecia: review and clinical experiences. Dermatol Ther. 2016 Nov;29(6):424-432.
[13] Torsekar R, et al. Topical Therapies in Psoriasis. Indian Dermatol Online J. 2017 Jul-Aug;8(4):235-245.


Óleo essencial de manjericão.

Grandha Lança Óleo Essencial de Manjericão: Calmante e Sedativo

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Óleo Essencial de Manjericão

Historicamente, o manjericão sempre esteve presente nas práticas tradicionais de medicina oriental. No século 16, suas folhas eram usadas para tratar enxaquecas e infecções de tórax. Hoje, este óleo é utilizado no cuidado de feridas e infecções, e como um agente calmante para combater a inflamação. Além disso, auxilia na redução da fadiga adrenal e no tratamento de condições nervosas e musculares. Pode ser considerado um antibiótico natural e suas funções em nosso organismo são bastante diversas, atuando em inúmeros problemas, tal como apontado pelo periódico médico Pharmacognosy Review. O Óleo Essencial de Manjericão possui aroma quente/picante e atributo inspirador e energizante, suas propriedades diuréticas e anti-inflamatórias fazem com que tenha benefícios e aplicações múltiplas.

O manjericão (Ocimum basilicum) é uma planta herbácea, aromática e medicinal, conhecida desde a antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. De aroma forte e penetrante, trata-se de uma planta que apresenta um grande número de variedade e quimiotipos, mas todas com as seguintes características; crescimento ereto, atingindo alturas de variam de 0,6 a 1,0 metros, folhas predominantemente verdes, flores brancas e púrpuras com frutos do tipo aquênio, com pequenas sementes pretas e longas. São sensíveis ao frio e ao excesso de sol, requerem solo fértil, clima quente (21 a 25% C) e o plantio deve ocorrer preferencialmente no mês de setembro (início da primavera).

Devido ao grande número de variedades e quimiotipos desta espécie, é muito difícil fazer um apanhado geral sobre seu óleo essencial, ou melhor, óleos essenciais (pois podem ser diferentes, conforme o quimiotipo). E como se não bastasse, outras plantas pertencentes ao mesmo gênero Ocimum, como alfavaca-anis (Ocimum selloi), alfavaca-cravo (Ocimum gratissium) e alfavaca do mato (Ocimum carnosum), também são chamadas de “manjericão”, tornando tudo ainda mais complexo. Diante disso, será dado aqui, destaque a variedade de manjericão, “Maria Bonita”, escolhida em virtude de sua ampla disponibilidade no Brasil e pelo expressivo número de trabalhos publicados sobre ela e, consequentemente de sua importância técnica e comercial para as terapias integrativas.

Óleo essencial de manjericão.

O óleo essencial de manjericão tem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e sedativas.

Estudos e Dados Científicos do Manjericão

Um estudo publicado em 2006 na U.S. National Library of Medicine mostrou detalhes dos efeitos fisiológicos da inalação dos isômeros quirais (+) linalol e (-) linalol por humanos. Neste estudo, conduzido pelo prestigiado Dr. Hoferl, um grupo de voluntários foi submetido a estes componentes em uma concentração inferior ao limite de detecção olfativa. Ou seja, não era possível perceber, através do olfato humano, o que havia no ar. Além disto, para evitar a influência subjetiva de suas expectativas, o grupo teste também não sabia sobre qual dos componentes, e em que momento, estavam sendo expostos. Ao término, os resultados indicaram claramente que ambos os isômeros exercem efeitos no sistema endócrino, com a redução do nível de cortisol no fluido oral, induzindo assim ao relaxamento.

Ainda, o isômero (+) linalol demonstrou ser um agente ativador, quando avaliado frente à atividade eletrodérmica, aumentando o estado de alerta, e, o isômero (-) linalol demonstrou ser um agente relaxante, quando avaliado frente à atividade cardíaca, provocando o alívio do estresse. Por outro lado, o grupo controle, que nada recebeu, nenhum efeito apresentou – validando assim os resultados. Mais tarde, em 2009, um outro estudo, igualmente publicado na U.S. National Library of Medicine, também demonstrou os efeitos relaxantes via inalação do (-) linalol. Neste, ratos submetidos ao estresse por isolamento durante 2 horas apresentaram significativas alterações de parâmetros hormonais (corticosterona e adrenocorticotrófico) e sanguíneos, bem como de genes ligados ao estresse, que foram reduzidos, os quais serviram como marcadores na validação dos resultados. Diante do exposto, é possível afirmar que o cheirinho de linalol, além de delicioso, influencia diretamente o nosso organismo, ajudando a reduzir o estresse e a manter o equilíbrio emocional.

Conclusão

Nenhum outro óleo essencial se comporta tão bem e se adapta com tamanha perfeição na conexão entre outros óleos Essenciais como o do manjericão “Maria Bonita”, justamente por sua amplitude de ação com a presença de quatro diferentes componentes em percentuais equilibrados. Seu uso é estratégico e de inteligente aplicação quando corretamente combinado a outros óleos, para as mais diversas finalidades.


Referências:
[1] Varma PK. Protection against ethanol-induced embryonic damage by administering gamma-linolenic and linoleic acids.Prostaglandins Leukot Med. 1982 Jun;8(6):641-5.
[2] Ziboh VA. Metabolism of polyunsaturated fatty acids by skin epidermal enzymes: generation of anti-inflammatory and antiproliferative metabolites. Am J Clin Nutr 2000; 71(Suppl):361-6S.
[3] Manku MS. Essential fatty acids in the plasma phospholipids of patients with atopic eczema. Br J Dermatol 1984; 110(6):643-8.
[4] Horrobin DF. Fatty acid metabolism in health and disease: the role of delta-6-desaturase. Am J Clin Nutr 1993; 57(Suppl):732S-7S.
[5] Horrobin DF. Essential fatty acid metabolism and its modification in atopic eczema. Am J Clin Nutr 2000; 71(Suppl): 367S-72S.
[6] Head RJ.Prevention of nerve conduction deficit in diabetic rats by polyunsaturated fatty acids. Am J Clin Nutr. 2000 Jan;71(1 Suppl):386S-92S.
[7] Cheung KL. Management of cyclical mastalgia in oriental women: pioneer experience of using gamalenic acid (Efamast) in Asia. Aus NZ J Surg 1999; 69(7):492-4.
[8] Pain JA, Cahill CJ. Management of cyclical mastalgia. Br J Clin Pract 1990; 44(11):454-6.
[9] Budeiri D, Li Wan Po A, Dornan JC. Is evening primrose oil a value in the treatment of premenstrual syndrome? Control Clin Trials 1996; 17(1):60-8.


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