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Reposição Lipídica com Óleo de Abacate Para Cabelo Saudável.

Reposição Lipídica com Óleo Vegetal de Abacate Para Cabelo Saudável

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Sobre a Reposição Lipídica

A reposição lipídica é utilizada como um recurso terapêutico, através do uso de ativos higroscópicos capazes de absorção e retenção de água na superfície da pele. Este processo é comumente conhecido como “umectação”.

Óleos Vegetais e Reposição Lipídica

Os óleos vegetais apresentam uma penetração rápida e profunda, promovendo toque umectado, mas seco – não-gorduroso. Os óleos vegetais integram-se no manto hidrolipídico da pele e, através da reposição lipídica, fornecem substâncias essenciais ao seu bom funcionamento e proteção. São ótimas ferramentas para impedir a perda de água, suprindo a necessidade de lubrificação e mantendo a flexibilidade da pele. Portanto, os óleos vegetais são considerados elementos fisiológicos bem-vindos à pele, pois ajudam a manter o equilíbrio de suas funções.

Umectação com Óleo Vegetal de Abacate

Hoje vamos falar do óleo vegetal de abacate, muito utilizado na saúde do couro cabeludo e dos fios, com objetivo de equilibrar a microbiota. O óleo de abacate é muito adequado para tratar disfunções como caspa, inflamações, seborreia e queda. Além disso, também otimiza a densidade, flexibilidade, fortalecimento e hidratação dos fios.

O óleo vegetal de abacate é extraído através prensagem das sementes da Persea gratissima, fruto originário do México, caracterizado por ser um óleo delicado, suave, fino e altamente compatível com a pele e cabelo. Provê brilho e maciez e é rico em vitaminas A, B1, D e E. Seu teor mais alto em ácidos graxos está no ácido oleico, que corresponde ao ácido graxo mais abundante da pele.

Pode ser utilizado puro ou associado a outros óleos vegetais e essenciais, sendo um excelente carreador destes. Rico em potássio, fósforo, magnésio, enxofre, cálcio, sódio e cobre: todos minerais essenciais para metabólicos de renovação celular.

Reposição lipídica com óleo de abacate deixa cabelo e couro cabeludo saudáveis.

O óleo de abacate é muito adequado para tratar disfunções como caspa, inflamações, seborreia e queda, além de melhorar a densidade, flexibilidade, fortalecimento e hidratação dos fios.

O uso correto do óleo vegetal de abacate em processos de reposição lipídica oferece proteção, nutrição, maciez e vitalidade. Sabe-se que muitas quedas e outras disfunções apresentam desequilíbrio fisiológico do couro cabeludo. Neste primeiro momento, o ideal é estabilizar o couro. Por isso, o óleo de abacate é super indicado por apresentar propriedades bactericidas, antivirais e anti-inflamatórias.

Programa de Tratamento com Reposição Lipídica

Utilize o óleo de vegetal de abacate nos cabelos secos, aplicando-o mecha a mecha. Distribua-o uniformemente com um pente e, no tempo de pausa, faça uma massagem e, de preferência, coloque uma música de relaxamento. Enxágue e higienize com shampoo detox para remoção de impurezas, depois o Fine Herbal Shampoo para agregar no controle do processo inflamatório. Caso necessário, condicione os fios.

Importante: o início de qualquer tratamento capilar deve sempre ser na estabilização da saúde do couro cabeludo.


Viviane Coutinho, colunista do Blog Grandha.

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Óleo de Melaleuca e Alta Frequência no Controle do Fungo Malassezia Furfur

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Óleo de Melaleuca e Alta Frequência no Controle do Fungo Malassezia

O óleo de melaleuca ganhou destaque no início de fevereiro, quando a Dra. Erica Bighetti e o diretor técnico da Grandha, Celso Martins Junior, em conjunto com a docente Luciana U. dos Santos e a graduanda Bárbara L. Pincinato, tiveram um artigo publicado no livro “Ciênicas da Saúde: Campo Promissor em Pesquisa 9”, da Editora Atena.

O assunto do artigo, que corresponde ao capítulo 14 do livro, é “O uso de Alta Frequência e Óleo de Melaleuca no Controle do Fundo Malassezia furfur“. Confira agora alguns trechos fundamentais do artigo.

Introdução: Óleo de Melaleuca, Alta Frequência e Malassezia furfur

Malassezia pachydermatis é um micro-organismo muito frequente em otites caninas (BAPTISTA et al., 2010). Em humanos, espécies do fungo Malassezia fazem parte da microbiota da pele e, portanto, o equilíbrio populacional do fungo é fundamental para a saúde deste órgão. Assim, como em outros animais, quando em alta densidade populacional pode desencadear dermatites em humanos, sendo Ciências da Saúde: Campo Promissor em Pesquisa 9 Capítulo 14 133 frequentes em indivíduos HIV positivos (MORENO-COUTINO et al., 2019).

Um exemplo é a dermatite seborreica que, embora ainda não tenha sua causa definida, pesquisas sugerem que seu estabelecimento está associado a três fatores importantes: aumento de secreção de glândulas sebáceas, resposta imune do indivíduo e disbiose da pele (como aumento do fungo Malassezia spp.) (NETO et al., 2013; GOMES, 2015; SBD, 2018). Alterações climáticas, especialmente, o clima frio e seco é outro fator que desencadeia a piora dos sintomas (LIMA e COMARELLA, 2012).

Outro fator que leva ao fungo como possível causa da dermatite é o fato de que o processo inflamatório é reduzido quando administrado um produto fungicida ao tratamento, muitas dermatites (NETO et al., 2013; ESPINDOLA, et al., 2017, TIAGO et al., 2018).

Várias são as terapias para o controle desta dermatite e entre elas, o uso do aparelho de alta frequência, tem o efeito bactericida, fungicida e antisséptico (BRAZ et al., 2014), sendo muito utilizado na área da estética em lesões dermatológicas infectadas por bactérias e fungos. O gerador de alta frequência apresentou efeito bactericida em cultura in vitro de Staphylococcus aureus quando aplicado com uma frequência de 5 vezes por semana, por 15 minutos diários (MARTINS et al., 2012).

O aparelho de alta frequência promove ação biocida de forma eficaz, uma vez que gera ozônio, gás que como ação primária, penetra na parede celular do micro-organismo, pois oxida glicopeptídeos, glicoproteínas e aminoácidos, causando lise e assim se se deslocando para o interior da célula. Uma vez em meio intracelular, o ozônio se liga a elementos citoplasmáticos, promovendo a oxidação de aminoácidos e ácidos nucléicos, acarretando a clivagem e morte celular (SILVA et al., 2011). Quando comparado a outros agentes oxidantes, o ozônio se destaca pelo elevado potencial de oxidação e em função desta ação é utilizado na inativação de micro-organismos em vários tipos de amostras como alimentos, efluentes e água (GUADAGNINI et al., 2013; COELHO et al., 2015; SILVA e DANIEL, 2015; NAKADA et al., 2017).

Outro método terapêutico utilizado para controle de patogenias é o uso de óleo essencial, que possuem diferentes atividades biológicas entre elas a ação bactericida e fungicida (CIRINO, 2014) e Malassezia spp. mostra-se sensível a diferentes óleos essenciais como Cymbopogon citratus (capim limão) (CARMO et al., 2012) e Origanum vulgare (orégano) (SANTIN et al., 2014).

O óleo de melaleuca é oriundo da planta Melaleuca alternifolia e tem função antisséptica, bactericida e fungicida, sendo muito empregado em produtos cosméticos e área de saúde em função de sua ação biocida (OLIVEIRA et al., 2011; MARTINS et al., 2015; SILVA, 2018). Diante de resultados apresentados por pesquisadores, o uso de ozonioterapia e de óleos essenciais na aromaterapia foram incorporadas como novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) (BRASIL, 2018).

Em função da espécie M. furfur se frequentemente associada a dermatites no ser humano e dos bons resultados de ação fungicida do uso de alta frequência e dos óleos essenciais, é de extrema importância avaliar a ação destes tratamentos sobre esta espécie de fungo.

O objetivo deste estudo foi avaliar a ação da alta frequênica e do óleo de Melaleuca alternifólia no controle de culturas celulares do fundo Malassezia furfur.

Resultados e Discussões: Óleo de Melaleuca, Alta Frequência e Malassezia

Como M. furfur é um fungo dimórfico, após a transferência de parte da colônia para as placas de meio de cultivo foram observadas as leveduras após 4 dias de incubação e, após 7 dias observou-se a forma filamentosa (Fig.1).

Óleo de melaleuca e alta frequência combatem fungo malassezia furfur.

Figura 1. M. furfur na forma filamentosa em placa de Petri com meio Sabouraud Dextrose Agar acrescido com 0,2 ml de ácido oleico, após incubação por 7 dias.

Para a realização dos tratamentos, novas placas foram semeadas, incubadas e observadas quanto ao crescimento. Quando o fungo se apresentou na forma de filamentos, os tratamentos foram realizados.

Nas placas do GC, foram observados leveduras e filamentos de M. furfur, após a incubação por 24 e 48 horas, respectivamente, confirmando mais uma vez a viabilidade do meio e da cultura fúngica (Fig. 2).

Óleo de melaleuca e alta frequência combatem fungo malassezia furfur.

Figura 2. M. furfur na forma filamentosa em placa de Petri com meio Sabouraud Dextrose Agar acrescido com 0,2 ml de ácido oleico do grupo controle (GC).

As placas com M. furfur do GAF, apresentaram crescimento do fungo até a forma filamentosa o que ocorreu após 48 horas de incubação, porém, quando comparada com o GC, suas hifas – filamentos – mostraram-se muito menores (Fig.3).

Óleo de melaleuca e alta frequência combatem fungo malassezia furfur.

Figura 3. M. furfur na forma filamentosa em placa de Petri com meio Sabouraud Dextrose Agar acrescido com 0,2 ml de ácido oleico do grupo que recebeu o tratamento de alta frequência (GAF).

Já a colônia de M. furfur que foram transferidas para placas contendo (GTO) o óleo, apresentou apenas a forma de levedura, 48 horas após incubação e, mais uma vez, quando comparado ao GC, a formação de colônias foi visivelmente em menor número e com células visivelmente menores.

Óleo de melaleuca e alta frequência combatem fungo malassezia furfur.

Figura 4. M. furfur na forma filamentosa em placa de Petri com meio Sabouraud Dextrose Agar acrescido com 0,2 ml de ácido oleico do grupo que recebeu o tratamento do óleo (GTO).

O equipamento de alta frequência é amplamente utilizado em função de seu baixo custo, fácil manuseio e versatilidade, sendo utilizado em muitos procedimentos da área de estética, como controle de lesões cutâneas, tratamento capilar e, em procedimentos pós extração, isso em função de possuir efeito cicatrizante, anti-inflamatório, bactericida e fungicida. Porém, são escassos os estudos que avaliam a ação do equipamento de alta frequência sobre os diferentes grupos taxonômicos de micro-organismos (OLIVEIRA, 2011, MARTINS et al., 2012, GAO et al., 2014).

Culturas de Staphylococcus aureus tiveram seu desenvolvimento reduzido quando aplicado o equipamento de alta frequência 5 vezes por semana por 15 minutos diários (MARTINS et al., 2012). A ação deste equipamento impediu também o crescimento do fungo Candida tropicalis em culturas de laboratório (HIGA et al., 2012)

Braz et al. (2014) avaliou a aplicação por 3 minutos de alta frequência com sobre Malassezia spp. e obteve redução do crescimento do fungo em 85% das placas, confirmando o efeito redutor no crescimento deste micro organismo.

Os resultados obtidos neste estudo, inicialmente corroboram com os trabalhos disponíveis na literatura, pois a aplicação da alta frequência reduziu também o crescimento de M. furfur após a aplicação.

De uma maneira geral, as plantas possuem substâncias com ação tóxica como forma de proteção contra seus agentes patogênicos (parasitários ou não), assim a variedade de plantas de onde óleos essenciais pode ser extraída é vasta, tais como: Rosmarinus officinalis (alecrim), Eucalytus globulus (eucalipto), Mentha spicata (menta), Origanum vulgari (orégano), Syzygium aromaticum (cravo-da-Índia) e M. alternifólia entre outros (CIRINO, 2014). Em função disto, estas substâncias são muito utilizadas na área da saúde. O óleo essencial de O. vulgari (orégano) apresentou efeito sobre M. pachydermatis espécie envolvida em dermatites de animais domésticos (SANTIN et al., 2014). O óleo essencial de S. aromaticum (cravo-da-Índia) conta com uma ampla variedade de ação, incluindo além da ação bactericida e fungicida, ação parasitária e inseticida (AFFONSO et al., 2012).

É bem estabelecida a ação do óleo de melaleuca sobre lesões de pele, como a acne, pois o óleo tem ação bactericida sobre Propionibacterium acnes (bactéria envolvida nesta lesão), além de ação anti-inflamatória (BACCOLI et al., 2015) e por isso avaliado para uso em tratamentos estéticos faciais (RONCHI et al., 2018).

Um xampu com uma concentração de 5% do óleo de M. alternifólia mostrouse eficiente no controle de dermatites causadas pelo fungo M. furfur (SATCHELL et al., 2002). No presente trabalho, a aplicação do óleo de melaleuca nas placas de Petri, impediu o desenvolvimento da fase filamentosa de M. furfur e, interferiu no tamanho celular das leveduras observadas, corroborando com os resultados da ação fungicida do óleo.

Os resultados neste estudo indicam maior ação do óleo de M. alternifólia no crescimento de M. furfur quando comparado com a aplicação de 2 ciclos do equipamento de alta frequência. O óleo impediu o crescimento do fungo na fase de filamentosa e, as células desenvolvidas eram menores quando comparada com as células obtidas pelos fungos das placas controle.

Já a aplicação de ciclos equipamento de alta frequência (55 Hz) permitiu o crescimento de M. furfur até a fase filamentosa, porém, células da fase de levedura e os filamentos, eram também menores quando comparada com as células obtidas pelos fungos das placas controle.

Considerações Finais

Embora haja a necessidade da continuação da pesquisa para confirmar resultados obtidos neste estudo, estes mostraram que os tratamentos propostos (equipamento de alta frequência e óleo de melaleuca) afetaram o crescimento de M. furfur, sendo que o óleo de M. alternafolia mostrou-se mais eficiente no controle do crescimento.


Referências:

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Doutora Erica Bighetti, autora do Blog Grandha.

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Rosângela Lampert entrevista Celso Martins Junior sobre educação técnica como agente de transformação no mercado cosmético.

Entrevista: Educação Técnica e o Novo Profissional de Beleza e Saúde

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Educação Técnica e Muito Mais

Após a 4° Convenção Nacional de Vendas Grandha 2020, a terapeuta capilar Rosângela Lampert entrevistou o diretor técnico da Grandha, Celso Martins Junior acerca de temas como terapia capilar, educação técnica como estratégia de crescimento, perfil do novo profissional da beleza, saúde e bem-estar no Brasil e muito mais!

Entrevista na Íntegra:

Trecho Sobre Educação Técnica Como Agente de Transformação Profissional

Rosângela Lampert: Em relação à terapia capilar, quero destacar a qualidade na entrega, esse resultado que beneficia milhares de pessoas que estão em contato, pacientes e profissionais da área da beleza, saúde e bem-estar. A gente consegue ter uma outra visão do mundo, do ser humano. Eu me resumo antes e depois da terapia. A gente tem uma oportunidade de, através da terapia capilar, proporcionar ao nosso cliente ou paciente melhoria de qualidade de vida. O que você pode falar sobre isso, Celso?

Celso Martins Junior: A forma como você colocou, resume bem a nossa verdade; aquilo que está por trás do contexto da terapia e do desenvolvimento deste trabalho dentro das clínicas e institutos. Nós desenvolvemos coisas espetaculares aqui. Produtos incríveis com tecnologias incríveis, com eficiência e eficácia comprovada, muito estudo científico, etc.

Mas tem uma coisa, Rosângela, que acho que a gente desenvolveu ao longo desse tempo, que foi tão ou ainda mais fundamental quanto a nossa engenharia cosmética, que evoluiu muito, que foram as pessoas. A gente investi demais nosso tempo e esforço em cima deste contexto de educação técnica dirigida e aplicada de fato.

Então, parte do sucesso foram os profissionais terapeutas capilares que foram construídos ao longo deste processo. Você é um exemplo vivo disso, com muito sucesso no seu trabalho, na sua clínica. O segredo foi a partilha deste conhecimento técnico aplicado. Vocês todos desenvolveram esta habilidade de enxergar a instrumentação cosmética; selecionar o produto mais adequado e saber aplicá-lo caso a caso, no momento certo, respeitando a individualidade do paciente.

Acho que hoje, o resultado do todo é essa somatória dos produtos fantásticos que nós desenvolvemos aqui, com tudo aquilo que foi construído no âmbito da educação técnica, que promoveu muito conhecimento e entendimento de como esses produtos poderiam, de fato, ajudar as pessoas.


Rosângela Lampert é graduada em Terapia Capilar e membro da Academia Brasileira de Tricologia, graduanda em biomedicina, empreendedora e proprietária da Lampert Hair Clinic, em Jaraguá do Sul, SC.

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